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Black Moth Super Rainbow (e um pequeno informe)

Antes de qualquer coisa, gostaria de colocar no papel (ou na tela) algumas coisas: sinto muito que a Garagem tenha perdido a sua certa frequência de posts, parte da culpa disso é minha, pois mesmo nas horas que eu podia escrever eu preferi fazer outras coisas. Queria agradecer a todos os nossos novos “curtidores” da Garagem no Facebook, conseguimos com algumas “estratégias de marketing” dobrar o nosso número anterior, espero que todos vocês continuem presentes no Facebook e agora que eu planejo essa “retomada” da Garagem fiquem presentes acompanhando o blog também.

O tempo passou e a Garagem tá quase fazendo um ano, agora em fevereiro a Garagem (apelidada de LA GARAJE) completa seu primeiro ano de vida. Mas esse melodrama todo de aniversário a gente deixa para outro momento. Para agora,

Show do BMSR

Show do BMSR

vamos ficar com uma tentativa nova de postagem (que já foi feita pelo Gabriel), vou falar não de um disco em especial mas sim de uma banda: Black Moth Super Rainbow.

Esse nome totalmente bizarro já dá uma base para entender a loucura que é o som deles. Diretamente de Pittsburgh, Black Moth Super Rainbow (BMSR) é um projeto experimental de música pop e psicodélica. Desde a sua formação em 2003, todos os seus discos foram lançados de forma independente. Agora em 2012, eles lançaram um disco com ajuda de crowd funding pelo Kickstarter.

Ainda que reconhecida na cena psicodélica/experimental, BMSR nunca foi uma banda que “estourou”, ainda mais que os membros preferem se manter distanciados da mídia. Eles então acabaram criando uma aura, por assim dizer, de mistério em torno de suas identidades e de seus projetos.

Essa imagem orquestrada por eles serve para complementar o seu som, que é basicamente o abuso de equipamentos eletrônicos analógicos (o vocoder e o mellotron sendo os mais presentes), distorções, reverb, vozes agudas até o talo e graves impactantes, criando assim uma trilha sonora perfeitamente psicodélica que te joga dentro de uma viagem de cogumelos e DMT.

BMSR tem uma história muito prolífica de lançamentos, começando com o disco Falling Through a Field, Black Moth Super Rainbow (antes conhecida por Satanstompincaterpillars) começou uma viagem que se mantém até hoje. Meus destaques para esse disco são as faixas I think its beautiful that you are 256 colors too e Dandelion Graves. Em 2004, eles já lançam o disco Start a People que contém duas faixas do primeiro disco.

Versão de pelúcia do disco Eating Us

Versão de pelúcia do disco Eating Us

Em 2007 porém, eles lançam o seu álbum mais importante e de maior reconhecimento, Dandelion Gum. As primeiras edições em vinil até vinham com uma capa que tinha cheiro de chiclete! Nesse disco as faixas que eu acredito que mereçam mais destaque são: Fore

ver Heavy, uma faixa de abertura extremamente ácida que já provoca os ouvidos de quem está escutando. Outras duas faixas seriam Lollipopsichord e Sun Lips que foi a primeira música do BMSR que virou clipe (assista ao clipe logo mais abaixo).

E agora chegamos na história mais recente de Black Moth Super Rainbow, com o lançamento de seus últimos dois discos, Eating Us e Cobra Juicy de 2009 e 2012 respectivamente. O álbum de 2009 novamente reflete a excentricidade da banda, pois as primeiras edições vinham embaladas em um pacote de pelúcia. Cobra Juicy, o álbum mais recente, também teve sua excentricidade: ele vinha acompanhado de uma máscara de laranja. Nesse último disco nota-se uma prevalência do pop em detrimento do psicodélico, em faixas como Windshield Smasher, Hairspray Heart e Gangs in the Garden essa transição fica bem evidente.

Então aí está, Black Moth Super Rainbow. Ainda que tenha se tornado mais pop, as influências psicodélicas e as letras que tratam de um “descolamento” do mundo continuam presentes no som deles. Não posso esquecer também de comentar dos  projetos solo dos membros (que não são raros), sendo um bom exemplo o líder da banda, Tobacco, que já lançou uma série de discos, singles e remixagens.

Colecionável do disco Cobra Juicy

Colecionável do disco Cobra Juicy

Esse formato de texto é relativamente novo para mim então gostaria de receber um feedback de vocês leitores. A participação de vocês é muito importante para que nós possamos saber o que fazer e o que não fazer.

Como de praxe segue o link da nossa página no Facebook: http://www.facebook.com/garagemsuburbana

E também o soundcloud da banda, onde você pode ouvir um monte de faixas do BMSR e do Tobacco: https://soundcloud.com/black-moth-super-rainbow

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Flores de Bach – Cosmogonía de los Valles

Nós, da Garagem, estamos muito felizes de poder publicar a primeira resenha de um de nossos leitores, o Vitor Hugo Toffoli. Se você gosta de escrever resenhas e não tem onde publicá-las ou então quer aparecer no blog, é só nos enviá-la pela nossa página do Facebook. Então, segue agora a resenha do disco Cosmogonía de los Valles, da banda Flores de Bach, pelo Vitor Hugo Toffoli.

“Os Florais de Bach têm sido usados nos últimos 80 anos mundialmente como terapia complementar. Com as 38 essências, você poderá harmonizar suas emoções, trabalhando sutilmente para restaurar o equiíbrio emocional do seu ser”.  Essa afirmação soaria como uma baita  mentira, mas depois de ouvir “Cosmogonía de los Valles”, EP lançado pelos chilenos do Flores de Bach essse ano, confesso que estou muito inclinado a acreditar nessa premissa.

Formado em 2008, na cidade de Valparaíso, no Chile, a banda vem  acompanhando a cena de bandas indie da região, como Lluvia Morada, Niña Ciboulette, entre outras. O trio, composto por  Felipe Ugalde (voz, guitarra), Felipe Valdivieso (voz, baixo), Franco Milesi (bateria, percussão), faz um shoegaze que, nesse EP, assume diversas facetas quando unido ao folk rock e distorções que ecoam o sentimento envolvente e mutante da obra.

Folcados em seus pés, como todo o bom shoegazer, a banda entrega um EP com quatro faixas que desenvolvem o estilo permeado de passagens acústicas capazes de expandir-se em conjunto com os vocais (sublimes) na atmosfera infinita criada pelo som das guitarras, com um baixo presente de dar orgulho a Graham Bailey (The Sound). O ouvinte pego nessa atmosfera é transportado para um ambiente de dispersão contemplativa que aos poucos assume um carater místico, sendo que aqui desfrutamos do misticismo urbano de Valparaíso. Em cada verso cantado, é possível sentir  a nostalgia (“arriba en el cerro, los pajaritos brillan y cuando llega el viento, me escondo en la baía”), o presente sem fim na vida urbana e a felicidade que se perpetua em um meio tão volátil, a qual adquirimos a cada ano em que vivemos em nossos mundos pequenos de grandes significados (hoy iremos a andar allá en el mar /a ver el atardecer /es un carnaval).

A sonoridade produzida em conjunto com as letras permitem que a experiência se mantenha ao longo de quatro faixas com menos de  quatro minutos ( Ainda não consigo acreditar na duração dessas músicas. Para os físicos de plantão, esse ep pode ser usado para experimentar a teoria da relatividade), tornando a experiência mais marcante ainda. Pois afinal, estou aqui lhes falando de 4 músicas com média de 3 minutos, os quais são extendidos em um universo de contemplação permeado de coros, ecos de guitarra, e pela mais pura felicidade.  Os mesmos três minutos que podem fazer o nosso dia valer a pena no mar de incertezas que o cotidiano ironicamente nos coloca à deriva.

Esse EP vem como uma das melhores surpresas do ano. A sonoridade criada pelo Flores de Bach deu a essas quatro canções pequenas a possibilidade de marcar várias vidas, crescendo constantemente até adquirirem todos os contornos do que chamamos instintivamente de clássico. Mesmo que o mundo talvez nunca venha a saber disso.

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Zulu Winter – Language

Enfim estou de volta. Nesses últimos dias eu estava tendo uma certa dificuldade em concentrar minhas ideias e escrever um texto decente. Essa resenha foi pensada milhões de vezes antes de ser finalmente colocada no papel. Passado esse pequeno esclarecimento, vamos ao que importa.

Esses cinco caras de Londres vão tocar hoje (24/08) num dos maiores festivais de música da Inglaterra e do mundo, o festival de Leeds, o festival que já teve The Who, Pink Floyd, Rolling Stones, Nirvana e agora, entrando no rol de bandas que já passaram pelos palcos de Leeds : Zulu Winter.

Analisando a participação deles num festival desse calibre dá pra tentar concluir então que eles estão perto do auge de sua carreira, não é mesmo? Porém agora se surpreenda: eles montaram a banda em 2011! Com poucos shows e apenas um álbum lançado esse ano, Zulu Winter, aparece como uma das grandes revelações do ano.

Os caras do Keane estavam apostando no sucesso do Zulu Winter quando anunciaram que seriam eles que iam abrir os shows no Reino Unido do Strangeland Tour, a turnê do novo álbum do Keane.

No final de 2011 a banda já tinha assinado contrato com a PIAS Recordings (gravadora do dEUS) e no espaço de tempo de novembro de 2011 e fevereiro de 2012, eles já tinham lançado dois singles (Never Leave e We Should Be Swimming) e por fim lançando agora em maio o seu primeiro disco: Language.

Uma das coisas mais notáveis no álbum é a produção dele ser extremamente bem feita, nota-se que muito esforço foi colocado em cima do disco e que cada pequeno detalhe foi meticulosamente trabalhado. Porém resta saber se todo essa edição feita em estúdio não acabe obscurecendo a música deles ao vivo. Não estou dizendo que o som ao vivo tenha que ser exatamente igual ao estúdio, muito pelo contrário. O problema é quando a banda que você está assistindo nem parece ser aquilo que você ouviu em casa. Talvez seja esse o grande mal da tecnologia atual no campo musical.

Não se pode negar porém que Language é um álbum rico em texturas, o que se deve ao enorme papel dado ao teclado e aos efeitos nos vocais. Porém já no que diz respeito às melodias e aos ritmos ele não vai muito além do que já se espera do gênero “eletro-dance-indie”. Com o perdão da invenção do gênero musical.

Durante o álbum todo nota-se uma continuidade sonora, tudo é muito parecido, porém num bom sentido. Por pouco mais de 45 minutos você entra na vibe da banda, com as suas batidas dançantes e teclados que tentam criar uma atmosfera etérea. Porém algumas músicas se destacam, em especial: Key to My Heart, Words that I Wield e People That You Must Remember.

As letras em Zulu Winter possuem um papel mais secundário na música, se tornando apenas mais um elemento na colagem de sons. Elas então acabam ajudando a consolidar o “elemento dançante” que eles buscam.

Eu sinto que Zulu Winter tenta pegar um tanto do espaço aberto pela inovação de The xx, porém não expandem ou experimentam o suficiente para realmente se destacarem musicalmente. Como eles ainda estão começando é possível que amadureçam nos discos futuros. Experimentar. Essa é a palavra-chave para Zulu Winter.

No mais, Language é um bom álbum e que não pode passar despercebido por quem curte algo dançante porém suave e atmosférico. Categorizando então nesse estilo sonoro e avaliando entre os lançamentos de 2012, Zulu Winter – Language merece uma nota 7/10.

Segue abaixo o clipe de We Should Be Swimming. Não esqueçam de curtir a nossa página no Facebook! http://www.facebook.com/garagemsuburbana

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Mixtape nº4 (01/07 ~ 02/08)

Mais uma edição, dessa vez atrasada em alguns dias, da nossa já tradicional mixtape de fim de mês. Para quem ainda não conhece, todo final de mês, lá pelo dia 25 (ou então em casos raros, como foi esse mês de julho), nós fazemos uma coletânea das melhores músicas de cada álbum resenhado durante o mês. Essa nossa edição está cheia de músicas do The National, graças a sequência de reviews que o Henrique, vulgo b1, fez.

Segue aqui a lista das músicas dessa edição:

The National – Anna Freud

The National – Apartment Story

Lo-Fi – Bad Taste

The Young Gods – Charlotte

Pavement – Cut Your Hair

Om – Haqq al-Yaqîn

The National – Karen

The National – Murder me Rachael

Kendrick Lamar- No Make-Up

Mouse on the Keys – Spectres de Mouse

Dave Brubeck Quartet – Take Five

The National – Vanderlyle Crybaby Geeks

Aqui você pode baixar a nossa seleção de músicas: http://www.mediafire.com/?14jwc022mg4xoqg

E aqui você pode ouvir o streaming pelo Grooveshark: http://grooveshark.com/#!/playlist/Mixtape+4/76260506

Em nome de todo mundo da Garagem, eu queria agradecer a todas as pessoas que têm acessado o blog e a nossa página no Facebook. Esse feedback que a gente tem de saber que mais pessoas leem o que nós estamos escrevendo é incrível. Obrigado!

E caso você ainda não tenha curtido nossa página no Facebook, curta lá! http://www.facebook.com/garagemsuburbana

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Podcast Nº2 – Last.fm, Jazz, Velvet Underground e Rolling Stones

Bom galera, mais um mês se passou e aqui estamos nós com a segunda edição do podcast. Nessa edição infelizmente nosso amigo Gabriel (frfdfrh) não participou. Vocês vão notar também que o episódio de hoje está mais curto, a gente ainda não sabe qual seria o comprimento ideal então comentem na nossa página do facebook (http://www.facebook.com/garagemsuburbana) o que vocês acharam.

No episódio de hoje nós comentamos sobre: A morte de Jon Lord, Rolling Stones, Velvet Underground, last.fm, Jazz e música japonesa.

Confira aqui então o podcast:

E aqui o link para download: http://www.mediafire.com/?b97ufelqngrgsql

Segue  a lista das músicas utilizadas: Deep Purple – Speed King / Led Zeppelin – Moby Dick / Mutantes – Jardim Elétrico / Rolling Stones – Let it Bleed / Velvet Underground – Run Run Run / Bombay Bycicle Club – Always Like This / Baroness – Little Things / Mouse On The Keys – Completed Nihilism & Spectres de Mouse / Miles Davis – So What

As capas que a gente comenta são essas aqui:

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