Griffin House – Flying Upside Down

A mágica linha que define os gêneros ou estilos musicais nem sempre é clara. De vez em quando ela pode parecer muito sintética. Outras, orgânica demais. Isso é normal, afinal ainda não a descobrimos, só damos a nossa interpretação de como ela seria. Aliás, nunca descobriremos nada nesse nível, pois sabemos que perfeição não é com o homem.

Ainda assim, alguns discos parecem esquecer essa história de divisão perfeita e misturam doses iguais e heterogêneas de dois gêneros. Griffin House faz mais e junta não só o country e o rock, mas também o pop.

Claro, o resultado – como já era de se esperar – não é exatamente um álbum experimental digno de ser o Trout Mask Replica do século XXI. Mas é um disco aconchegante e alegre, pessoal e tocante. O que uma experiência dessas deveria resultar, afinal de contas.

O disco “Flying Upside Down”, lançado em 2007, não é nem de longe o primeiro da carreira de Griffin. Contudo, foi minha primeira oportunidade de conhecer-lo. Entre um violão claramente country, solos de guitarra e uma banda inteira e, pra finalizar, refrãos pegajosos, FUD é claramente misturado. Mas é de uma mistura que, a principio, reflete os gostos e inspirações de Griffin, ou seja, não parecem experimentações forçadas apenas para adicionar um pretenso “tempero” ao som.

Sem muita enrolação, Griffin já começa a demonstrar seu lado mais emotivo no álbum. A maior parte das músicas é romântica ou num ponto de vista apaixonado ou de coração apertado. Contudo, nem todas as músicas seguem assim. A destaque do álbum, Its Happening Again, fala sobre como os Estados Unidos repete o erro de mandar constantemente seus filhos à guerras – muitas das quais nem lhe tocavam – pelo ponto de vista de um filho e neto de soldados.

As outras músicas, ainda que normalmente boas, acabam não se destacando. Nenhuma delas “gruda” em sua cabeça ou você se pegará cantando por ai, mas sempre as terá em memória quando as ouvir de novo. Não que isso seja ruim, mas é uma característica importante dos discos pop, o que esse é em muitos momentos.

Apesar do tom das letras ser sóbrio o do álbum como um todo não é. Com clara influência da música pop, a maior parte das canções é composta de melodias crescentemente alegres e refrão semi pegajoso. Porém, é justamente essa mistura que permite o álbum escapar de uma cara padronizada. Ao aliar os esteriótipos do pop alegre, das baladas românticas e tudo que existe no meio, o disco se permite ser ligeiramente diferente. O que, sejamos sinceros, é muito nos dias de hoje.

Por isso, não hesitaria em recomendar Griffin House para ninguém que goste de pop ou simplesmente esteja procurando um artista novo. Contudo, qualquer um que esteja procurando algo mais profundo ou diferente, continue na busca. Esse é mais um álbum que provavelmente você vai gostar e só. Sem muito demais ou de menos. Mas para aqueles que estão precisando de uma música de semi-fossa, fica mais interessante que Ne-yo.

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