Uriah Heep – High And Mighty (1976)

Em 1976, o Uriah Heep vivia uma fase conturbada na carreira. Apesar do relativo sucesso conseguido com o disco antecessor, “Return To Fantasy”, já não era a mesma banda. Conflitos internos permeavam o universo sonoro, críticas pesadas recaiam sobre seus álbuns recentes. Mudara o som, e formação. Inclusive, este é o último álbum a ter David Byron nos vocais e John Wetton (ex- King Crimson) no baixo.

High and Mighty não é, nem de longe, o melhor trabalho do grupo (famoso mundialmente com os álbuns “Look At Yourself” e “Demons and Wizards”), nem o mais consistente. Entretanto, marcou uma grande mudança. Enquanto algumas faixas são mais experimentais, outras flertam mais com o pop, adaptando marcas registradas da banda: backing vocals soando como corais; órgão hammond, sonoridade típica dos anos 1970; e uma linha de baixo, que apesar de não dizer muito nesse disco, continua criativa.

Uriah Heep em 1976. Pôster de um show na Alemanha. Da esquerda para direita, em pé, estão: Lee Kerslake, John Wetton e Mick Box. Sentados, David Byron e Ken Hensley.

O disco não poderia começar de maneira mais diferente: sem Byron nos vocais. Estes são divididos entre Wetton e Ken Hensley (órgão, guitarra, vocal, letras. O “cara” da banda). One Way or Another é um hard rock um pouco diferente do, costumeiramente, feito pela banda. Mas não deixa de ter um belo diálogo entre a guitarra de Mick Box e o órgão.

Mantendo a linha ‘hard-experimental’, vem “Weep In Silence”. Faixa que começa com um solo de guitarra, digamos, desesperador. Enquanto o órgão, ao fundo, produz sons semelhantes à suspiros e sussurros, a guitarra devasta com um solo distorcido, mas melódico. Cria-se um ambiente bastante condizente com o título da faixa.

Essas são, sem dúvida, as melhores faixas do álbum. Da terceira faixa (“Misty Eyes”) em diante, reina a, já comentada, inconsistência. Contudo, não posso deixar de destacar faixas como “Can`t Keep A Good Band Down”, que apesar de ter um refrão pop e bobo, é um reflexo da relação banda/crítica musical/fãs. Outra grande música é “Footprints In The Snow”, uma excelente balada que não fica atrás das mais clássicas compostas pela banda. “Can`t Stop Singing” segue a mesma fórmula de “Can`t Keep A Good Band Down”. Chega a ser enjoativa após algumas audições. A excelente “Confessions” encerra bem o álbum. Mais nada a declarar.

Ora, mas então por que resolvi falar sobre esse disco?, perguntarão alguns leitores. Simples, direi eu, além de ser um dos meus favoritos (apesar de tudo), é de suma importância para banda. Após ele, Byron saiu da banda. Parecia ser o fim. John Lawton (ex- Lucifer`s Friend) assume os vocais. E, surpreendentemente, a sua primeira bolacha com a banda é espetacular! “Firefly” de 1977 marca o renascimento comercial e musical do Uriah Heep. Bom, mas isso fica pra outro post…

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E tem também aquele link pro Grooveshark, onde você pode ouvir o disco todo.

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Um pensamento sobre “Uriah Heep – High And Mighty (1976)

  1. marcore disse:

    Discão. John Wetton dá um gás na banda que já estava meio parada. Quero ver reviews dos clássicos por aqui!

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