Zulu Winter – Language

Enfim estou de volta. Nesses últimos dias eu estava tendo uma certa dificuldade em concentrar minhas ideias e escrever um texto decente. Essa resenha foi pensada milhões de vezes antes de ser finalmente colocada no papel. Passado esse pequeno esclarecimento, vamos ao que importa.

Esses cinco caras de Londres vão tocar hoje (24/08) num dos maiores festivais de música da Inglaterra e do mundo, o festival de Leeds, o festival que já teve The Who, Pink Floyd, Rolling Stones, Nirvana e agora, entrando no rol de bandas que já passaram pelos palcos de Leeds : Zulu Winter.

Analisando a participação deles num festival desse calibre dá pra tentar concluir então que eles estão perto do auge de sua carreira, não é mesmo? Porém agora se surpreenda: eles montaram a banda em 2011! Com poucos shows e apenas um álbum lançado esse ano, Zulu Winter, aparece como uma das grandes revelações do ano.

Os caras do Keane estavam apostando no sucesso do Zulu Winter quando anunciaram que seriam eles que iam abrir os shows no Reino Unido do Strangeland Tour, a turnê do novo álbum do Keane.

No final de 2011 a banda já tinha assinado contrato com a PIAS Recordings (gravadora do dEUS) e no espaço de tempo de novembro de 2011 e fevereiro de 2012, eles já tinham lançado dois singles (Never Leave e We Should Be Swimming) e por fim lançando agora em maio o seu primeiro disco: Language.

Uma das coisas mais notáveis no álbum é a produção dele ser extremamente bem feita, nota-se que muito esforço foi colocado em cima do disco e que cada pequeno detalhe foi meticulosamente trabalhado. Porém resta saber se todo essa edição feita em estúdio não acabe obscurecendo a música deles ao vivo. Não estou dizendo que o som ao vivo tenha que ser exatamente igual ao estúdio, muito pelo contrário. O problema é quando a banda que você está assistindo nem parece ser aquilo que você ouviu em casa. Talvez seja esse o grande mal da tecnologia atual no campo musical.

Não se pode negar porém que Language é um álbum rico em texturas, o que se deve ao enorme papel dado ao teclado e aos efeitos nos vocais. Porém já no que diz respeito às melodias e aos ritmos ele não vai muito além do que já se espera do gênero “eletro-dance-indie”. Com o perdão da invenção do gênero musical.

Durante o álbum todo nota-se uma continuidade sonora, tudo é muito parecido, porém num bom sentido. Por pouco mais de 45 minutos você entra na vibe da banda, com as suas batidas dançantes e teclados que tentam criar uma atmosfera etérea. Porém algumas músicas se destacam, em especial: Key to My Heart, Words that I Wield e People That You Must Remember.

As letras em Zulu Winter possuem um papel mais secundário na música, se tornando apenas mais um elemento na colagem de sons. Elas então acabam ajudando a consolidar o “elemento dançante” que eles buscam.

Eu sinto que Zulu Winter tenta pegar um tanto do espaço aberto pela inovação de The xx, porém não expandem ou experimentam o suficiente para realmente se destacarem musicalmente. Como eles ainda estão começando é possível que amadureçam nos discos futuros. Experimentar. Essa é a palavra-chave para Zulu Winter.

No mais, Language é um bom álbum e que não pode passar despercebido por quem curte algo dançante porém suave e atmosférico. Categorizando então nesse estilo sonoro e avaliando entre os lançamentos de 2012, Zulu Winter – Language merece uma nota 7/10.

Segue abaixo o clipe de We Should Be Swimming. Não esqueçam de curtir a nossa página no Facebook! http://www.facebook.com/garagemsuburbana

Anúncios
Etiquetado , , , , , ,

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

Anúncios
%d blogueiros gostam disto: