Iggy Pop – Lust For Life

Uma criança feliz.

POST DA SÉRIE “TEXTOS PERDIDOS DO DANIEL, REMASTERIZADOS”.

Raiva, explosão, descontrole. Esses poderiam ser e são alguns termos muito utilizados para descrever a carreira de Iggy Pop. Não só sua carreira, mas também sua persona. Apesar disso, como um grande artista que é, Iggy não se viu limitado a essa tendência destrutiva por toda a sua brilhante trajetória. Em lust for life, Iggy se utliza de uma recém adquirida calma, quase que num tom de sobriedade.

Essa “nova” sobriedade não é nem sequer tão nova. Ou tão intrínseca ao próprio Iggy, para ser sincero. Já marcada por um certo tempo na carreira de Pop, e em especial a partir do seu álbum anterior – The Idiot – a parceria com seu amigo David Bowie formou boa parte do som de Lust for Life. E dessa figura por trás das cenas, Bowie, é que podemos ver mais claramente a “súbita” mudança de comportamento musical do ex Stooge.

Bowie, porém, não mudou Iggy. E nem queria. O velho Iggy, afinal, tinha suas – muitas – qualidades e características. Sua alegria e intensidade, por exemplo, são obrigatórias em qualquer trabalho que tenha Iggy Pop no nome. Sua temática, auto destrutiva e introspectiva também dá as caras em muitos momentos.

Outra característica interessante é, para mim, a honestidade que há na mudança sofrida por Iggy. Ele não foi domado por Bowie, tão pouco trabalhou sob obrigação e não estava realmente preso ao projeto. A nova “sensatez” veio realmente de Iggy, fruto de um aprendizado com seu amigo. É, portanto, tão honesto quanto Iggy sempre foi.

Lust for life não é tão bom quanto os trabalhos de Iggy no Stooges. Não teve também a mesma influência. E nem precisava. O álbum, pelo simples fato de ter apresentado as “massas” um dos artistas mais importantes do século XX de uma bela maneira já se faz valer. E mesmo para os que já estão familiarizados com os Stooges, ouvir Lust for life jamais será uma perda de tempo. E afinal, antes (ou depois) de toda calmaria vem uma tempestade.

PS: Sei que está curto, mas tenho meus motivos para isso. Esse texto é uma tentativa de reescrever um outro de minha autoria, só que alguns anos mais velho. Portanto, evitei passar muito do tamanho do original.

PS2: Como não sei se deixo isso muito claro, qualquer comentário – mesmo negativo – é bem vindo. Não se acanhem.

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