Arquivo mensal: abril 2012

Bombay Bicycle Club – I had the blues but I shook them loose

Uma coisa não pode ser negada, a capa é bem bonita.

PRÉLUDIO, ou A SECÇÃO GASTA PARA CRITICAR ALGO OU ALGUÉM

Tudo é indie. Não me surpreenderia ver a um hipster mais atento discordar disso – ainda que talvez por motivos menos nobres do que por sua discordância de fato com o enunciado, mas sim com um certo orgulho e vontade de se separar de “tudo”, divago. O que há de se concordar porém, é de que, na última década, tudo que, a primeira instância, fugiu do som comercial foi taxado de indie. Fosse uma banda consagrada no meio alternativo ou um grupo de Jazz/Rumba que ganhou uma resenha favorável na Pitchfork, tudo se tornou indie.

O problema com a primeira oração, porém, não está ligado à uma interpretação rasa da questão e sim pautado na questão da legitimidade do termo indie. Indie, seria, a grosso modo, tudo que é produzido independentemente, ou seja, fora das grandes gravadoras. Ainda que muitas das ditas bandas Indies realmente sejam Indies, tenho grandes dúvidas quanto ao uso do termo em bandas como Arctic Monkeys e Strokes. Até porque, indie, assim como alternativo, ou popular, não é um estilo e sim um estado comercial, logo, uma banda pode exercer o mesmo som ao longo de sua carreira e pular de categorias.

RESENHA PRIMEIRA PT, ou QUANDO PASSO DO BUTTHURTISMO PARA O CRITICISMO

A banda que me proponho fala sobre é, na maior parte das vezes, posta nessa grande mistura chamada de indie. Resolvi então, para efeito de curiosidade, pesquisar algumas outras categorizações à ela dada. Dentre muitas, uma me soou interessante, a de post-punk revival. Mas, ainda que não seja discrepante com o som da banda, usar essa tag seria sinal de muito pedantismo. Por isso optarei por não fazer uma análise genérica da banda, ainda que ela não seja suis generis.

É verdade, porém, que como boa parte das bandas já surgidas, o Bombay Bicycle Club teve uma origem independente.  Só que, diferentemente de boa parte das bandas já surgidas, o Bombay Bicycle Club chegou ao “sucesso” rapidamente. Em pouco tempo, antes mesmo do lançamento de seu primeiro cd (que resenharei daqui a pouco), a banda já era queridinha da mídia alternativa. E como dizem – ou não – nem todo sucesso é benéfico -definitivamente acabei de inventar isso- e isso acabou pondo pressão demais para o primeiro release da banda.

RESENHA SEGUNDA PT, ou COMO O HYPE PODE E VAI INFLUENCIAR NO RESULTADO FINAL

Tendo a dizer que, de todos os males que podem acercar uma banda, o hype tende a ser um dos mais destrutivos. Para quem não conhece o termo, Hype seria toda a antecipação e cobrança imposta por parte da mídia e dos fãs à um trabalho que ainda não foi lançado. Essa antecipação costuma atrapalhar não só na criação do produto – atrasos, cobranças da gravadora, pressão dos fãs, cobranças da gravadora, pressão midiática e cobranças da gravadora costumam ser causas comuns – mas também na própria maneira em como o produto vai ser interpretado pelo ouvinte.

No caso do Bombay Bicycle Club o efeito foi forte. Ainda que na época o cd tenha sido bem aceito – e ainda é – o hype pesou bastante no julgamento de quase todos que tomaram conhecimento da banda. Logo, gostaria de deixar claro que, por mais que tente me distanciar dele, eu também fui atingido por esse hype e não será fácil escrever limpo de preceitos.

IHTBBISTL (que nome) é um bom cd. Diria ainda que é um dos meus cds favoritos vindo dessa nova leva de bandas britânicas. Tem toda aquela pegada post-punk característica, com guitarras melosas, baixas mas quem tendem a ter pequenos espasmos sonoros de tempos em tempos. Leva consigo também toda a levada mais marcada que o post-punk tende a ter, com um baixo mais claro e limpo, em contraste com a guitarra distorcida.

E, infelizmente, o som não passa muito disso. Por mais que eu realmente creia que o som da banda é muito bem executado e esteticamente coeso, não posso dizer que ele é complexo. Dentro das suas pequenas harmonias e timbres similares o cd diz muito e chega a quase que lugar nenhum. Tanto que acho que ao ouvir a sequência Evening/Morning-Dust on the ground-Ghost-Always Like This, qualquer ouvinte já teria uma base suficiente para o cd.

Ainda assim, digo que é um dos meus cds favoritos. Mas é claro, não há nada mais natural. Sempre gostei de sons mais calmos, ainda que pautados nas bases do rock e, BBC não foge em nada a essa regra. Com um sotaque britânico forte e uma alternância bem agradável entre sussurros e tons de voz um pouco mais elevados, Jack Steadman solta pequenas péloras sobre a compreensão adolescente do mundo ao seu redor (afinal, os membros da banda não passavam de 19 anos na época de lançamento do cd):

“Always plan but i never get things done
I walk in the room and see you all sitting around
‘And the love that you give is such a familiar sound’
You just fly straight up and come the fuck down
 You see your house fall ‘cause you built it on the wrong ground”

Outra coisa que também me atraiu para o som da banda foi a presença de instrumentos de corda “não usuais”. Até porque não é todo dia que uma banda de rock tem um banjo e um bandolim – ainda que as novas bandas de rock mais calmo venham apostando em combinações exóticas – e isso acaba por dar uma pequena impressão de exclusividade ao som da banda. Não é complexo musicalmente, mas ainda assim, como tudo que é exótico, causa um estranhamento prazeroso e é isso que basta para que eu goste dela.

Não me estenderei muito, pois, sinceramente, não há muito o que dizer. O som é bem simples, com cada instrumento dividindo a atenção do ouvinte em certos pedaços de cada música, tornando assim uma receita básica em algo esteticamente interessante,  mas ainda em falta de uma maior inovação. Como disse, após aquela sequencia de músicas poderosas e compactas, todo o outro cd parece cair por terra em um pequeno marasmo sonoro.

RESENHA PT 3, ou CONSIDERAÇÕES FINAIS

Como se trata de uma ocasião especial (mas não exatamente rara) gostaria de dar dois vereditos diferentes sobre esse cd. O primeiro, do meu lado pseudo-crítico e focado na imparcialidade e na crítica objetiva, tende a dizer que esse é um cd não muito acima do bem executado. Não é medíocre e executa bem o que propõe, mas ainda assim está longe de ser uma obra prima. Já o meu lado pautado no gosto e na opinião, o “Daniel à paisana”, vai dizer que esse é um puta álbum e que todo mundo deveria ouvi-lo. Com isso em mente, para evitar discrepâncias, direi que é um álbum que todos deveriam ouvir, mas com um pé atrás, sem pretensões de procurar uma nova obra prima a cada nota.

Acho que isso é tudo pessoal, sem adendos dessa vez. Vejo vocês na próxima quando eu farei um review ou de Songs we Sing do Matt Costa ou de Illmatic do Nas.

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Fugazi – Fugazi

Já falei de como o Fugazi é, provavelmente, a banda com as melhores fotos??

Antes de começar, gostaria de fazer um minuto de silêncio pela versão original que estava quase finalizada desse texto que vos escrevo, que por obra divina, padeceu antes de ver a luz do dia.

PRELUDIO, ou COMO EU DEVO APRENDER A SALVAR AS PORRAS DOS TEXTOS EM RASCUNHO

Tá, tudo bem, esse título não tem nada em relação ao que vai ser dito, mas preciso extravasar. Agora sim, vamos nessa:

Poucos são os artistas que conseguem alcançar o sucesso aliado à qualidade sonora. Mais raros ainda são os que o conseguem fazer em duas fases diferentes de suas carreiras. Só que no caso do Fugazi isso aconteceu não uma vez, mas duas. Ian Mackaye (ex-Minor Threat) e Guy Picciotto (ex-Rites of Springs) já eram figurinhas carimbadas da cena hardcore americana quando resolveram se juntar ao baixista Joe Lally e ao baterista Brendan Canty para formar o Fugazi. E, na minha opinião, ambos não poderiam imaginar o impacto que teriam em toda a cena hardcore, quase que estabelecendo todo o estilo do post-hardcore. Mas esse impacto foi sentido no exato momento em que se ouviu o primeiro EP da banda.

Juntando toda a ética DIY – que eles levariam muito a sério ao longo de toda a sua carreira, cobrando no máximo 5 dólares por show, não usando seguranças e, principalmente, evitando as grandes gravadoras – com uma maturidade que não era vista a tempos no meio, o Fugazi foi o empurrão que faltava para que a cena do hardcore pudesse se considerar coisa de gente grande. E não foi à toa.

A BENDITA RESENHA PT 1, ou COMO EU APRENDI A NAO ME PREOCUPAR E AMAR O PUNK (E SUAS INFINITAS VERTENTES)

O post-hardcore é, sem margem de dúvida, um gênero mal apresentado ao “grande público”. Apesar de sua rica história e cena sempre atuante e presente, o post-hardcore, assim como outros gêneros, vem sofrendo ao longo da última década com transformações sonoras e estéticas mais voltadas ao sucesso comercial. Boa parte dessa “nova leva”  do post-hardcore, ainda que compartilhe basicamente o mesmo som com as bandas antigas como Fugazi, parece mais preocupada em quantas tatuagens cada membro da banda tem do que com realmente fazer música. Assim como o emo, o gênero está cada vez mais focado na estética do que com a própria música dita.

É claro, existem bons representantes dessa nova safra. Bandas como Alexisonfire e Bear Vs Shark são sim de boa qualidade, mas ainda estão soterradas por muitas outras bandas bem duvidosas. Não há como não perceber a mudança de foco das letras,  que antes tratavam da mudança, da vontade de mudar de toda uma geração para pequenas estórias sobre desilusões amorosas (e nem sequer bem executadas liricamente).

Mesmo com tais mudanças, o post-hardcore não deixa de ser um gênero significante, e, em parte, por causa do próprio Fugazi. Como quase todo gênero, o post-hardcore surgiu de uma mistura inovadora de várias influências e o Fugazi ajudou a estabelecer tal quadro. Com uma junção da ética e atitudes do DIY de bandas hardcore como Black Flag e o próprio Minor Threat com a vontade de amadurecer sonoramente de bandas de post-punk como o Minutemen e Husker Dü, o Fugazi conseguiu, entre outras coisas, estabelecer não só uma identidade própria mas uma que se confunde com a do próprio Post-hardcore.

A BENDITA RESENHA PT 2, ou FIGHT FOR YOUR RIGHT TO FIGHT 

Não poderia deixar de postar essa foto

E por isso mesmo, Fugazi não seguiu regras. Pelo contrário, ele as estabeleceu. Usando guitarras rápidas, distorcidas em constantes e passionais riffs que dialogavam com uma linha de baixo frenética e marcada – uma clara influência do Minutemen (para mim ao menos) – a banda já estabelecia desde o seu primeiro ep o seu som característico.

I don’t want the news
I cannot use it
I don’t want the news
I won’t live by it
Sitting outside of town
Everybody’s always down
Tell me why?
Because… they can’t get up
Ahhh… Come on and get up
Come on and get up
But I don’t sit idly by
Ahhh…
I’m planning a big surprise
I’m gonna fight for what I want to be

Ainda que tenha a banda tenha produzido letras interessantes e à par com a sua mensagem de inquietude social aliada à uma vontade de mudança, o Fugazi parecia não se importar tanto com o que era dito, mas sim com como o era dito. Os vocais intercalados e minguantes de MacKaye e Picciotto, diferentemente de outras bandas, compartilhavam de sua posição privilegiada com as guitarras, quase que em uma guerra para a atenção.

E assim como beberam das fontes do post-punk – um som mais elaborado e maduro, mais disposto a experimentar sem repúdio a proeza técnica – Fugazi se aproveitou das influências hardcore. Suas guitarras soando em pequenas e curtas repetições, quase que como numa máquina e sua inegável, profunda e até brutal honestidade não deixam duvidas de que a banda é também muito ligada ao hardcore.

Why can’t i walk down a street free of suggestion?
Is my body the only trait in the eye’s of men?
I’ve got some skin
You want to look in
There lays no reward in what you discover
You spent yourself watching me suffer
Suffer you words, suffer your eyes, suffer your hands
Suffer your interpretation of what it is to be a man
I’ve got some skin
You want to look in
She does nothing to deserve it
He looks at her cause he wants to observe it
We sit back like they taught us
We keep quiet like they taught us
He just wants he wants to prove it
She does nothing to remove it
We don’t want anyone to mind us
So we play the roles that they assigned us
She does nothing to conceal it
He touches her ‘cause he wants to feel it
We blame her for being there
But we are all here
We’re all… guilty

Honestidade essa que é incomum em qualquer gênero, de qualquer época. Diria que é inclusive a marca de um grande artista. A honestidade, quer seja sobre sua situação, seja sobre suas ideias, sobre suas emoções, ou só a honestidade de fazer o que lhe é necessário, é sempre um bom sinal da obra de um artista. E com o Fugazi não foi diferente. Durante toda a sua carreira a banda sempre manteve seus ideais intactos, vendendo inclusive mais de um milhão de cópias de seu trabalho somente por meio de gravadoras alternativas.

A CONCLUSÃO, ou PRECISO PARAR DE ME ALONGAR PARA NÃO COMEÇAR A TORRA A PACIÊNCIA DOS LEITORES

Fugazi não salvou o rock. Nem o punk. Nem sequer o hardcore. Mas sua honestidade e sua dedicação para a mensagem que tentavam passar foram um empurrão na direção certa em um gênero que estava começando a se perder. Mas sejamos sinceros, qualquer gênero merece se perder se for para achar o seu próprio Fugazi.

Diria que qualquer um que se interessa por música, e em especial por uma música mais rápida, deve no mínimo ouvir esse ep do Fugazi. Mesmo que sua percepção sobre o que é ou não é o hardcore não venha a mudar, com toda a certeza você descobrirá um pouco mais do que a música honesta é capaz de produzir.

POST-SCRIPTUM 1 – Preciso parar de citar Minutemen em todo texto que escrevo, está ficando incomodo demais.
POST-SCRIPTUM 2 – Preciso também começar a salvar o rascunho do texto. E isso fica de sugestão para todos os que estão lendo.

 O vídeo não poderia deixar de ser ao vivo, não é?

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Toe – Book About My Idle Plot on Vague Anxiety

Japão. Terra do sol nascente, miojo, samurais, mangás e post-rock. Pera aí, post-rock? O mesmo Japão que tem mania de exportar tendências de gosto duvidoso (é você mesmo Visual kei)? O próprio. Mas veja bem, temos que lembrar que o próprio post-rock é uma tendência “nova”  e não é também exatamente um gênero musical que frequente a lista dos mais vendidos. Ainda assim, o Japão vem sendo nos últimos anos um dos mercados mais voláteis e interessantes no mundo, com bandas como Bluebeard, Mouse on the keys, Lite, e, é claro, Toe.

Toe. O nome da banda pode até enganar os desavisados, mas não julguemos o livro (ou banda) pela capa (ou nome). Toe não é uma banda americanizada. O próprio post-rock não é um gênero americano, só que tampouco japonês e sim comum a muitas cenas (o nosso próprio Brasil tendo uma cena bem interessante com bandas como Constantina, Labirinto e Hurtmold). Por isso, tenho grande convicção de que Toe não é uma banda regional e sim de apelo universal (ainda que tenha elementos da música japonesa)

Um som universal, é claro, tem de ser acessível a todos e o japonês com toda certeza não é exatamente uma língua franca.  Só que como quase toda banda de post-rock, Toe não tem vocais. Digo, Toe QUASE não tem vocais. Em alguns raros momentos durante o álbum há sim a presença de uma voz. Mas uma voz que aparece mais como um instrumento do que como uma maneira de se expressar liricamente (ou espero que não, já que não entendo bulhufas do que é dito). Uma voz que, como todos os outros instrumentos que permeiam a obra, está ali para somar e não para destoar. Ali se encontra como parte da harmonia, mais uma das muitas camadas que somadas formam um som quase plástico.

Além da falta de identificação lírica, um som universal também tem, muitas vezes, uma falta de associação auditiva e melódica (não que ambos sejam sequer pré-requisitos para tal efeito). E, como no caso do lirismo, Toe ao mesmo tempo tem e não tem uma identificação com o som regional japonês. Não sou nenhum aficcionado na música folclórica japonesa, e em grande parte sou um desconhecedor. Mas sei que guitarras, bateria e baixo não são elementos à ela inerentes. Mas Toe não é, nem de longe, uma banda tradicional. Sua identificação não é uma de velha guarda mas sim uma com os seus contemporâneos.

Como havia dito, no Japão, já há algum tempo, surgiu uma cena bem interessante que engloba os mais diversos tipos de rock. Só que, por mais variada que seja, ela tem uma tendência. Uma tendência ao virtuosismo, à experimentação e a forma. E no caso do Toe não é diferente. O post-rock japonês, diferente do brasileiro, por exemplo, é bem mais complexo e estruturado, com muitas camadas de som e harmonias quase que conflitantes. Uma pequena ópera com aspirações megalomaníacas. O brasileiro, por outro lado, segue a tendência dos outros estilos nacionais e busca uma estética mais minimalista, muitas vezes com um crescendo marcante e uma estrutura simples. E é por exemplos como esse que tendo a dizer que o post-rock é sim um estilo universal. Pode-se até argumentar que o post-rock é sequer um estilo, mas não de que há algum traço de regionalidade exclusiva, mas sim de um grande panorama composto por influências de todo canto.

Só que, infelizmente, o post-rock vem, ao longo dos anos, se saturando e deixando de ser a mesma panela de pressão experimental que era. Toe, por outro lado, não. Uma exceção em tantas coisas não poderia ser taxada simplesmente com mais um fruto genérico do gênero. Toe, aliás, não se limita ao post-rock, ainda que sua estrutura musical seja por ele muito influenciada.

No Math rock encontraram um amor incondicional à técnica, a composição exacerbadamente premeditada. A vontade de fundir o casual com o calculado. Infinitos diálogos entre guitarras que, apesar de parecerem frutos de um acaso caótico, são concebidos de antemão pelas mentes obcecadas de Takaaki e Hirokazu. No rock progressivo uma inspiração para a criação de pequenas suites, epopeias da música popular.

Mas é, para mim, do Jazz que vem o ponto alto do grupo. Além da influência sofrida por todo o post-rock do free jazz, a falsa impressão de improviso que também foi adotada no math rock, Toe pega também uma referência mais específica. Takasi, o baterista, mostra o tempo todo uma grande influência da música negra e, em específico do jazz. Os tempos marcados quase díspares aos do restante da banda; a levada não característica ao rock e um protagonismo raro, já que a bateria é relegada na maior parte das bandas à um papel secundário.

Apesar de toda essa inovação, Toe não é exatamente novo. A força da banda vem da capacidade de misturar e agregar à um estilo já saturado mas não de reinventá-lo. Um ouvido menos atento, por exemplo, poderia passar despercebido por toda essa combinação de estilos e ver em Toe apenas mais uma banda instrumental.

Toe vem como uma força a ser reconhecida na música instrumental e a tendência é só aumentar. E, se você não se cativou por algum motivo ao ouvir pela primeira vez, dê uma chance quando estiver caminhando ou no carro. Toe vai transformar aquele transporte diário em uma percepção diferenciada do seu redor, vai adicionar ritmo à sua normalidade.

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